Adoniran Barbosa: life and work

ADONIRAN BARBOSA ADONIRAN BARBOSAADONIRAN BARBOSA

 

 


Atualizada em 05 out 2002

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CONTEÚDO

 

PERFIL

 

Adoniran Barbosa * 06/julho/1910 em Valinhos - S. Paulo
                              23/novembro/1982 em São Paulo - S. Paulo

João, sétimo filho de Fernando e Ema Rubinato, imigrantes italianos de Veneza, que se radicaram em Valinhos. A verdadeira data de nascimento de Adoniran foi 06/07/1912, que foi "maquiada"para que ele pudesse trabalhar ainda menino. Muda-se para Jundiaí, SP, e começa a trabalhar nos vagões de carga da estrada de ferro, para ajudar a família, já que só conseguia ser convencido a frequentar a escola pela vara de marmelo empunhada por D. Ema. É entregador de marmitas, varredor etc. Em 1924, muda-se para Santo André, SP. Lá é tecelão, pintor, encanador, serralheiro, mascate e garçon. No Liceu de Artes e Ofícios aprende a profissão de ajustador mecânico. Aos 22 anos vai para São paulo, morar em uma pensão e tentar ganhar a vida. O rapaz João Rubinato já compõe algumas músicas. Participa do programa de calouros de Jorge Amaral, na Rádio Cruzeiro do Sul e após muitos gongos, consegue passar com o samba FILOSOFIA, de Noel Rosa. O ano é 1933 e ele ganha um contrato passando a cantar em um programa semanal de 15 minutos, com acompanhamento de regional. Em 1933 passa a usar o nome artístico de Adoniran Barbosa. O prenome incomum era uma homenagem a um amigo de boemia e o Barbosa foi extraído do nome do sambista Luiz Barbosa, ídolo de João Rubinato.
Em 1934 compõe com J. Aimberê, a marchinha DONA BOA que venceu o concurso carnavalesco organizado pela Prefeitura de São Paulo, no ano seguinte. O sucesso dessa música levou-o a decidir casar-se com Olga, uma moça que namorava já há algum tempo. O casamento durou pouco menos de um ano, mas é dele que nasce a única filha de Adoniran: Maria Helena.
Em 1941 foi para a Rádio Record, onde fez humorismo e rádio-teatro, e só sairia com a aposentadoria, em 1972. Foi lá que criou tipos inesquecíveis como Pernafina e Jean Rubinet, entre outros. Sua estréia no cinema se dá em 1945 no filme PIF-PAF.
Em 1949 casa-se pela 2ª vez com Matilde de Lutiis, que será sua companheira por mais de 30 anos, inclusive parceira de composição em músicas como PRÁ QUE CHORAR? e A GAROA VEM DESCENDO.
Seu melhor desempenho no cinema, acontece no filme O CANGACEIRO (53), de Lima Barreto, na Vera Cruz. Compõe inúmeras músicas de sucesso, quase sempre gravadas pelos Demônios da Garoa. As músicas MALVINA e JOGA A CHAVE foram premiadas em concursos carnavalescos de São Paulo. Destacam-se SAMBA DO ERNESTO, TREM DAS ONZE, SAUDOSA MALOCA etc.
Em 1955 estreou o personagem Charutinho, seu maior sucesso no rádio, no programa História das Malocas de Oswaldo Molles. Participou também, como ator, das primeiras telenovelas da TV Tupi, como A pensão de D. Isaura. O reconhecimento, porém, vem somente em 1973, quando grava seu primeiro disco e passa a ser respeitado como grande compositor. Vive com simplicidade e alegria. Nunca perde o bom humor e seu amor por São Paulo, em especial pelo bairro do Bixiga (Bela Vista), que ele, sem dúvida, consegue retratar e cantar em muitas músicas suas. Por isso, Adoniran é considerado o compositor daqueles que nunca tiveram voz na grande metrópole.
A lembrança de Adoniran Barbosa não reside apenas em suas composições: temos em São Paulo o Museu Adoniran Barbosa, localizado na Rua XV de Novembro, 347; há, no Ibirapuera, um albergue para desportistas que leva seu nome; em Itaquera existe a Escola Adoniran Barbosa; no bairro do Bexiga, Adoniran Barbosa é uma rua famosa e na praça Don Orione há um busto do compositor; Adoniran Barbosa é também um bar e uma praça; no Jaçanã existe uma rua chamada "Trem das Onze"...
Adoniran deixou cerca de 90 letras inéditas que,  graças a Juvenal Fernandes (um estudioso da MPB e amigo do poeta), foram musicadas por compositores do quilate de Zé Keti, Luiz Vieira, Tom Zé, Paulinho Nogueira, Mário Albanese e outros. Está previsto para o dia 10 de agosto o paulista Passoca (Antonio Vilalba) lançar o CD Passoca Canta Inéditas de Adoniran Barbosa. As 14 inéditas de Adoniran foram zelosamente garimpadas entre as 40 já musicadas. Outra boa notícia é que entre os primeiros 25 CDs da série Ensaio (extraídos do programa de Fernando Faro da TV Cultura) está o de Adoniran em uma aparição de 1972.
A gravadora Kuarup nos brinda com um presente especial: um CD com a gravação de um show de Adoniran Barbosa realizado em março de 1979 no Ópera Cabaré (SP), três anos antes de sua morte. Além do valor histórico, o disco serve também para mostrar música menos conhecidas do compositor, como Uma Simples Margarida (Samba do Metrô), Já Fui uma Brasa e  Rua dos Gusmões.

FILMOGRAFIA

1945 - PIF-PAF; 1946 - CAÍDOS DO CÉU; 1950 - A VIDA É UMA GARGALHADA; 1952 - O CANGACEIRO; 1953 - ESQUINA DA ILUSÃO; 1954 - CANDINHO; MULHER DE VERDADE; OS TRÊS GARIMPEIROS; 1955 - CARNAVAL EM LÁ MAIOR; A CARROCINHA; 1956 - PENSÃO DA DONA ESTELA; A ESTRADA; 1961 - BRUMA SECA; 1973 - A SUPERFÊMEA; 1977- ELAS SÃO DO BARALHO.


Ideologia

"Não tem nada não seu doutor, vou sair daqui prá não ouvir o ronco do trator. Prá mim não tem problema, em qualquer canto me arrumo, de qualquer jeito me ajeito. Depois, o que tenho é tão pouco, minha mudança é pequena que cabe no bolso de trás. Mas essa gente aí, hein? Como é que faz?"
Despejo na favela - Adoniran Barbosa
"Lá no morro quando a luz da light pifá, a gente apela pra vela, que alumeia também. Quando tem, se não tem não faz mal, a gente samba no escuro que é muito mais legal."
A luz da Light - Adoniran Barbosa
"Se chegue, Tristeza. Se sente comigo aqui nesta mesa de bar. Beba do meu copo, me dê seu ombro, que é prá eu chorar. Chorar de tristeza. Tristeza de amar."
Tristeza - Vinícius de Moraes e Adoniran Barbosa

 


LINKS NA NET

http://www.adoniran.kit.net/  - o melhor site sobre o poeta do Bexiga, merece uma visita
http://puccamp.aleph.com.br/museu/adon.htm   - página do site do museu da cidade de Valinhos
http://sites.uol.com.br/rubinato/adoniranbarbosa/   - site oficial
http://sites.uol.com.br/nariz/  -   página trem das 11
http://www.geocities.com/BourbonStreet/Quarter/3017/   - página em ingles
http://www.jbfm.com.br/indxespc.html   -  entrevista de 1976 em Real Audio (JB FM)
http://www.brazzil.com/musdec97.htm   - página em ingles
http://members.tripod.com/spcenario/adoniran/adoniran.htm   - página de Adoniran num site sobre São Paulo
http://www.bixiga.com.br/telas/adoniran.htm   - página de Adoniran num site sobre o BIXIGA
http://www.inexo.com.br/~danton/adoniran   - as letras de Adoniran

 

 

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José Roberto Miccoli
mikkolee@ieg.com.br