Falcão - vocal e guitarra
Marcelo Yuka - bateria
Xandão - guitarra and vocais
Marcelo Lobato - teclados, samplers, e vocais
Lauro Farias - baixo, synth bass e vocais
O esboço da banda surgiu quando Nelson Meirelles (1º baixista) se viu acompanhando o
cantor Papa Winnie, em uma série de shows no Brasil, ao lado de Marcelo Lobato, Alexandre
Meneses e Marcelo Yuka, uma banda formada às pressas apenas para acompanhar os
jamaicanos. Por intermédio de um anúncio de jornal, chegaram ao vocalista Falcão, que
completou a formação d'O Rappa (nome tirado da expressão Olha o rapa!, que
os camelôs gritam quando se aproxima a fiscalização). Sucesso em shows no Rio, a banda
foi contratada pela gravadora Warner e gravou em 1994 seu primeiro disco, O
Rappa, que passou em branco pelas rádios. Em 1996, com Lauro Farias no
lugar de Nelson, voltou à carga com Rappa Mundi, que
surpreendeu os ouvintes com uma poderosa fusão de reggae, rock, samba e música africana
com toques eletrônicos. Em pouco mais de um ano, graças ao incessante ritmo de shows da
banda, o disco tinha estourado faixas como A Feira, Pescador
de Ilusões, Miséria S/A, Hey Joe,
Ilê Ayê e Vapor Barato. Em 1999, O Rappa
lançou o disco Lado B Lado A, com letras que alertavam para
o caos social da cidade e a arbitrariedade policial. A primeira música a chegar às
rádios, Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero Ter) ganhou um
videoclipe de Kátia Lund e Paulo Lins que provocou sensação pelo realismo com que
encenou uma rebelião dos moradores da favela contra a polícia.
A banda iniciou sua carreira a partir de uma formação reunida às pressas para
acompanhar o cantor jamaicano Pappa Winnie em uma série de shows pelo Brasil: Nelson
Meireles, primeiro baixista do Rappa e produtor do Cidade Negra chamou Marcelo Lobato,
Alexandre Menezes e Marcelo Yuka. Falcão, o cantor que faltava, surgiu respondendo a um
anúncio no jornal O Globo. O estilo? Roots, dub, reggae e rap.
Logo veio a contratação pela Warner, e Yuca e Lobato foram escalados para ir a Londres
acompanhar a mixagem do disco de estréia - O Rappa - em 1994, a cargo do
baixista e maestro Dennis Bovell, parceiro inseparável do poeta dub Linton Kwest Johnson.
Depois do disco chegar às lojas, chegou a vez de mostrar o resultado ao vivo no Sunsplash
Brasil, maior festival de reggae da Jamaica, que teve sua versão no Brasil em 1994. O
time de artistas internacionais era de primeira: Inner Circle, Third World, entre outros,
sendo O Rappa o único representante brasileiro.
Em 1996, veio Rappa-Mundi, segundo disco sob a produção do sempre
presente Liminha. O estilo já não era reggae, nem rap, nem dub, nem rock, nem samba.
Contando com a participação de Wellington Soares na percusão e dos DJ's Zé Gonzalez,
Rodrigues e Paulo Futura, vieram as músicas Pescador De Ilusões, eleita como primeiro
single, A Feira e Tumulto, entre outras composições próprias.
Em 1999, lançaram seu terceiro CD - Lado B Lado A -, sob a produção de
Chico Neves, exceto a faixa-título e Na Palma Da Mão, que ficaram nas mãos de Bill
Laswell. Este já produziu, entre outras celebridades, Bob Marley e Peter Gabriel. As
músicas são todas da banda, menos Se Não Avisar o Bicho Pega que é de Jorge Carioca,
Marcinho e Marquinhos PQD.
A faixa A Minha Alma estourou nas rádios, com sua letra falando sobre a violência nas
grandes cidades. Preocupados com a grave situação social do país, eles lançaram
também um projeto de assistência aos jovens carentes chamado Na Palma Da Mão. Durante
seus shows, são distribuídos folhetos explicando como funciona o projeto, basicamente
com doações que são passadas a uma organização não-governamental.
Lado B Lado A é um disco com doze faixas de reggae, samba, hip hop e ritmos
afro-brasileiros com destaque para Tribunal de Rua (hip hop) e Cristo e Oxalá, mistura de
scratches com ponto de macumba. Foi gravado em quatro meses no Rio de Janeiro e mixado na
Inglaterra.
Em novembro último, o bateirista Marcelo Yuka foi vítima da violencia contra a
qual luta, sendo baleado durante um assalto. Isso, embora tenha lhe causado algumas
limitações de movimentos, não diminuiu sua vontade nem ao menos sua participação na
banda. Ele continua a compor e se apresentar, mostrando uma força interior incrível.
Acaba de ser lançado o novo trabalho do grupo, Instinto Coletivo, álbum
duplo ao vivo num show do Bar Opinião em Porto Alegre, complementado por cinco faixas de
estúdio. Entre as novas, está "Ninguém Regula a América", gravada
junto ao Sepultura e apresentada oficialmente ao mundo na festa do sétimo Video Music
Brasil, o Asian Dub Foundation também é destaque na faixa "R.A.M." -
remix de uma música do primeiro álbum dO Rappa, transformada em drum'n'bass pelo ADF.

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